quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Brasilia


"Sempre quis um amor


que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma

o seu conteúdo.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço

cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse."

(trechos de 'da chegada do amor' - Elisa Lucinda''

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